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sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Amor é fogo que arde sem se ver

Amor é fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer;

É um não querer mais que bem querer;
É solitário andar por entre a gente;
É nunca contentar-se de contente;
É cuidar que se ganha em se perder;

É querer estar preso por vontade;
É servir a quem vence, o vencedor;
É ter com quem nos mata lealdade.

Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade,
se tão contrário a si é o mesmo Amor?

Camões

2 comentários:

  1. Eu acho esse poema tão bonito, Sandra...
    é um dos mais bonitos, da bela e rica literatura portuguesa
    Adorei
    Tenha um bom dia! mto obrigado SEMPRE viu?
    bjs

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Obrigada pelo carinho...volte sempre.